BIRA FAVELA & GRUPO SARAU BRASILEIRO
O Show
“Tributo a Cartola” é uma justa homenagem ao samba e aos sambistas através dos clássicos compostos por Angenor de Oliveira, mais conhecido como Cartola. O espetáculo faz um passeio pelas canções que retratam a vida nos mitológicos morros cariocas. As letras retratam como uma crônica os costumes, crenças e amores de sua gente repleta de alegria e criatividade.
Homenagear, segundo o dicionário Aurélio, é um ato de cortesia, de consideração, de galanteria. E são estes os sentimentos que tomaram o sambista mineiro Bira Favela ao idealizar o “Tributo a Cartola”. Um respeito profundo ao mestre do samba que subverteu os conceitos da formalidade e sem instrução acadêmica se tornou um dos maiores poetas da música brasileira.
O sambista Bira Favela, acompanhado pelo belo instrumental do grupo de chorinhoSarau Brasileiro apresenta 20 canções de Cartola e seus parceiros, em uma homenagem ao fundador da Estação Primeira de Mangueira. Entre uma canção e outra, Bira relata casos sobre as composições de Cartola.
Bira Favela buscou a parceria do grupo de chorinho Sarau Brasileiro para que o show se aproximasse ao máximo dos grupos regionais que acompanhavam Cartola em seus espetáculos. No palco estão Hélio Pereira – Bandolim e trombone, Magela – Violão 7 cordas, Geraldinho Alvarenga – cavaquinho, violão e voz, Isaías – pandeiro, todos do Sarau Brasileiro, além das participações especiais dos sambistas Carlinhos Visual – surdo, Wellington – tan-tan e B.A. – tamborim.
Este show surgiu em 2000, como parte das comemorações dos 500 anos do Brasil. O lançamento contou com a presença de Dona Zica, companheira de Cartola e musa inspiradora de várias canções do mestre, entre elas “As Rosas Não Falam”. Dona Zica se emocionou muito com o show. Na ocasião relatou ao Bira Favela vários casos do cotidiano dos dois que resultaram em músicas.
O crítico musical Sérgio Cabral elogiou a escolha do repertório, quando viu o show, em Belo Horizonte, no Teatro Francisco Nunes. Para ele, as músicas escolhidas dão uma visão panorâmica da obra de Cartola. Especialmente, as canções da década de 70, que revelam um músico maduro, em plena forma.
TRIBUTO A CARTOLA ..... 8ª Edição 103 anos de Cartola
A Casa de Shows MATRIZ, realiza na próxima terça-feira, dia 11 de outubro, o evento Tributo a Cartola. Uma homenagem ao grande cantor e compositor de músicas como As Rosas não falam e Amor Proibido, que completaria 103, neste ano. A festa contará com o sambista Bira Favela e o grupo de chorinho Sarau Brasileiro, composto por Hélio Pereira no bandolim e trambone, Geraldinho Alvarenga no violão e cavaquinho, Magela no violão 7 cordas, Isaias no pandeiro e ainda uma participação especial de Dudu Braga no cavaquinho. Bira nasceu no Morro do Papagaio em Belo Horizonte, no bairro São Pedro, e sempre teve uma ligação muito forte com o samba, aos 9 anos já participava de um programa de Aldair Pinto na Rádio Inconfidência, o Gurilândia.
O grupo Sarau Brasileiro surgiu no final da década de 80 e já recebeu prêmios importantes da música mineira, o primeiro CD do conjunto foi lançado em 2001. O show, Tributo a Cartola está em sua 8ª edição e aconteceu pela primeira vez em 2000, na MATRIZ, contando com a participação especialíssima de Dona Zica, ex-mulher de Cartola, servindo de inspiração para o projeto Samba de Raiz, organizado pelo proprietário da casa, Edmundo Corrêa e Bira Favela.
Bira Favela
BIRA FAVELA E DONA ZICA
Ubirajara dos Santos Custódio, o Bira Favela, pôs seus pés nos caminhos do samba ainda criança. Sua carreira começa em 1959 no programa Gurilândia, comandado pelo saudoso Aldair Pinto, ondeBira era chamado de Pelé do Samba.
Mais tarde, ingressou no grupo Ases do Samba, comandado pelo Zica do Cavaco, outro baluarte da nossa história musical. Em outubro de 1979, mais precisamente no dia 05, nascia o sonho maior desse artista: o Grupo Favela, referência e marco da história do samba em Belo Horizonte.
Bira é um guerreiro, mantendo em suas mãos, a simplicidade de quem nunca esquece suas raízes, na defesa da raça negra e nos batuques do samba. Bira é muralha de nossas tradições. Samba de qualidade é com ele mesmo.
Conhece profundamente a arte de cantar, sabe escolher repertório de altíssimo nível, tendo nos palcos e bares da cidade, seus campos de lutas.
E quando aqueles olhos cansados da lida da vida deparam com as cordas de um violão ou cavaquinho, aflora a criança, renasce o canto forte das senzalas. E o Bira mostra o artista que é.
por Maestro Afonso
Sarau Brasileiro

O grupo de chorinho “Sarau Brasileiro” é formado na década de 1980.
O grupo apresenta ritmos brasileiros resgatados do início do século até os dias atuais, mesclando choros, valsinhas, boleros, sambas e forrós.
Composto por Hélio Pereira (bandolim e trombone), Magela (violão de 7 cordas), Geraldo Alvarenga (violão) e Isaías (pandeiro), com participação especial de Dudu Braga (cavaquinho) e Juliana d’Ávila (flauta), o “Sarau Brasileiro” reúne em seu repertório clássicos de compositores consagrados como Cartola, Ernesto Nazareth, Chiquinha Gonzaga, Pixinguinha, Ari Barroso, Chico Buarque, Jacob do Bandolim, Garoto, Tom Jobim e Paulinho da Viola.
Em 1998, o grupo conquistou o “Troféu Pró-Música – Os melhores da música de Minas Gerais” como melhor Conjunto Musical de MPB. Seu primeiro CD, “Sarau Brasileiro Interpreta Geraldinho Alvarenga”, foi lançado em dezembro de 2001. Já participou de gravações dos CD’s “As Estações do Homem” (1997) e “Samba Canção” (1999), do cantor e compositor Paulinho Pedra Azul, e do CD “Isto é Seresta” (1995), do músico Waldir Silva, que foi indicado ao Prêmio Sharp.
Em sua trajetória, acompanhou a cantora Emilinha Borba (“Aqui Ó”) e o coral Voz e Cia. (Teatro Alterosa) e participou do espetáculo “Na Onda do Rádio”, realizado no Teatro Francisco Nunes e no grande teatro do Palácio das Artes. Atualmente, vem se apresentando em projetos musicais importantes, como “Minas ao Luar”, “Liberdade Instrumental Itaú” e “Música de Domingo”.
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