
Mordeorabo, Operação Condor e Carolina DizA capital mineira vem apresentando-se como detentora de vários artistas musicais de qualidade. E, quando se trata de música alternativa, a escolha é mais difícil, pois faltam propostas e criatividade. Em uma época que mais e mais artistas tem aderido às vantagens da tecnologia, felizmente exitem alguns que insistem em manter a velha fórmula da criação artesanal de suas músicas. Com esta diretriz, usarei o texto para oferecer três expoentes que se destacarão nos anos vindouros.
O trio formado por Bruno, Max e Pedro, respectivamente guitarra, contrabaixo e bateria, tem pouco mais de um ano de existência. E, mesmo com esse curto período de vida, eles vêm cativando as intensões da platéia. Em sua música, instrumental em sua totalidade, promove uma mistura bem diferenciada. Longe de serem rotulados, as canções primam pela expressão rítmica a qual, mesmo tendo várias referências, torna-se uma novidade por essas terras. Com elementos do jazz, do funk e do rock, descartando clichês deste último, a fórmula do Mordeorabo impressiona.
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MordeoraboO diferencial da banda Carolina Diz está na idéia de unir a energia do rock com letras inteligentes, renovando-se. Contando com uma bagagem musical (seus componentes vieram de experiências anteriores em outros grupos de rock), é notado o aperfecionamento em sua música. A partir do interesse mútuo dos membros do grupo
(a saber, Humberto na voz e na guitarra, Dênis no contrabaixo, Fernando na outra guitarra e César na bateria), as canções da banda condizem muito mais pelo formato que são inspiradas. É o que se comprova no registro em cd com o nome "Se Perder", em que as letras (da autoria de César) nos sensibilizam com versos e rimas, evocando situações dignas dos filmes de Lars Von Trier. Junte a argamassa sônica feita por duas guitarras que, a exemplo de Hüsker Dü e Placebo, consegue deixar surpreso os incautos!
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Carolina DizFundada há dois anos, a banda Operação Condor formou-se com Márcio (na bateria) e Pedro (no contrabaixo). Inicialmente, eles tocavam versões de punk rock, até que, ao final do ano de 2002, Igor é convidado a cantar, Átila toca o contrabaixo e Juarez se firma nas guitarras. Influenciados por diversos estilos da música pop, o quarteto transmite muita emoção nos palcos onde se apresentam. Seja através das letras, situando o interlocutor em sua expressão de inconformismo e desespero; seja através da música, exposta em um formato atípico de rock. Dentro de uma forma peculiar, unido melodias e dissonâncias, o grupo se destaca.
Volto a reforçar que estas são três amostras da cena alternativa musical de Belo Horizonte. Outros tantos hão de vir mas, para isso, cabe-nos acompanhar as eventuais performances destes artistas.
Matéria: Bizarro