Cinco Rios

Muito pode haver entre águas e harmonias sonoras. Assim como a união de afluentes garante a riqueza de um rio, a confluência de estilos, ritmos e intenções melódicas concede autenticidade à música da banda mineira Cinco Rios. Músicos de formação diversa, os quatro “rios” que compõem o grupo buscam, através da integração de suas experiências, memórias e técnicas individuais, dar volume e personalidade às correntes de um quinto “Rio”: canções cuja singularidade está no encontro entre a força da MPB e o intimismo do folk rock.


Integram a banda o violonista e guitarrista João Eduardo, o baterista Fabrício Galvani, o baixista André Silva e o pianista Maurício Silva Jr. Se a influência individual dos componentes vai de Chico Buarque a Neil Young, as afinidades de apreciação musical giram em torno de bandas e músicos como Los Hermanos, Legião Urbana, Nick Cave, REM e Coldplay. De alguma forma, há vestígios de tais grupos no trabalho dos quatro “rios”. Trata-se de indícios que, somados às intenções pessoais, “deságuam” nas suaves e melancólicas harmonias da banda.

No momento, a Cinco Rios grava seu primeiro CD, cujo lançamento está previsto para dezembro de 2005. Realizado no estúdio Casa Antiga, o disco - homônimo - contará com catorze faixas. As músicas disponibilizadas no Trama Virtual revelam a sonoridade melancólica e, ao mesmo tempo, caracteristicamente urbana da banda.

Desde o encontro que possibilitou a criação da Cinco Rios, há aproximadamente dois anos, João, Fabrício, André e Maurício passaram a vislumbrar o mesmo Norte musical. O Rio produzido pelos quatro “afluentes” mineiros busca distanciar-se da margem dos rótulos para, a partir da constante troca de influências e do direito à experimentação, produzir canções de harmonia doce e, ao mesmo tempo, repletas de mistério, sugestão e surpresa.

No dia 18 de junho, a Cinco Rios participou de projeto especial do Centro de Cultura de Belo Horizonte (CCBH). No espetáculo, considerado o lançamento oficial da banda, o grupo apresentou canções próprias, além de versões, atualíssimas, para Assum Preto (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira) e Teorema (Dado Villa-Lobos/Renato Russo/Marcelo Bonfá).

 

 

 

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