Hellvis

A banda Hellvis surgiu em meados de 2003 na capital mineira, quando o vocalista Emil e o baterista Nado Hardcore se uniram para reviver os grandes sucessos do Rei do Rock numa versão mais crua e atual. Juntos ao baixista Tiago e ao guitarrista Roni o Hellvis se apresentou em calouradas, festivais de rockabilly e casas de shows como Matriz, Conservatório Bar Itinerante, Major Lock e outros. A banda acabou temporariamente após a saída do vocalista que se mudou para Campos no estado do Rio de Janeiro ainda no início de 2004.

No inicio de 2004, a banda voltou com uma nova formação, incluindo: Gustavo (guitarra solo), George (baixo) e Ranieri (bateria), os partícipes do projeto “The Vacilations”. A banda é novamente composta, nesta formação, tendo por meta maior apresentar um retorno dotado de vigor aos primórdios do rock'n'roll. Em um momento ao qual assistimos bandas das mais variadas formações em que privilegiam a utilização da técnica, enquanto fim, ou a inclusão de elementos de música eletrônica, a Hellvis é um protesto low-tech. A formação é básica, como nos bons tempos: duas guitarras, bateria e contrabaixo. Se os músicos não vêem necessariamente a utilização de outros elementos como algo depreciativo, apontam a urgência de tornar explícito justamente a simplicidade, o espírito jovial, de grandes canções escritas, hoje, até a quase cinqüenta anos!!

No repertório remanescem os grandes sucessos como: Hound Dog, Heartbreak Hotel, Blue Suede Shoes entre outros. Todo o repertório cobre as várias facetas do Rei do Rock, tanto a “safra” dos anos 50 quanto a encorpada vertente dos anos 70. Cabe ressaltar que essas re-leituras apontam a síntese criativa de anos de rock'n'roll produzida inclusive após Elvis. Mesmo porque, os músicos apresentam uma gama variada de influências, refletindo-se cada qual em um estilo próprio de interpretar estas grandes canções.

Em resumo: a banda Hellvis é dedicada a homenagear em cada uma de suas apresentações este grande estilo musical moderno que influenciou tantas gerações ao longo das décadas, tendo por pano de fundo o resgate de seu grito primal, que remete aos anos 50, ao pós 2º Guerra Mundial, em que todos achavam que a vida era curta demais e era fundamental ser vivida em sua plenitude.

 

Componentes:

Emil Mansur – A personificação do próprio “Hellvis” – Guitarra Base e voz.

Formado em Comunicação Social, Emil Mansur possui um timbre de voz naturalmente grave, adaptando com extrema criatividade os vocais do Rei do Rock. Carioca, foi personagem atuante no cenário underground da cidade sendo relevante na construção, ainda na primeira metade da década de 1990, destes primeiros passos de uma cena de rock'n'roll no norte fluminense. Músico versátil, também sendo baterista, exercitou a mesma perspicácia no cenário da capital mineira por nove anos. Hoje, se encontra novamente com suas bases estabelecidas em Campos dos Goytacazes, trabalhando em uma conhecida agência de publicidade. O nosso “Hellvis” traz como suas influências bandas e músicos variados indo de Iggy Pop até a black music setentista, sem esquecer do próprio Rei do Rock.

George Coutinho (“French”) - Contrabaixo e Backing Vocals

George, formado em Serviço Social e atualmente mestrando na Universidade Estadual do Norte Fluminense, iniciou-se no mundo musical durante a adolescência. De 1994 até 2004, portanto contabilizando 10 anos de serviços prestados ao rock'n'roll, passou por inúmeras bandas da região como: Os Arnaldos, Os Piratas, Dunada dentre outras. Apenas com estas três bandas apresentou-se em várias casas noturnas da região e, também, apresentou-se em festivais de rock em Campos. Indica dentre suas influências bandas como Beatles, Red Hot Chilli Pepper's, Ultraje a Rigor e tantas outras que compõem o cenário de rock alternativo.

Gustavo Barreto (“Guga”) – Guitarra Solo

“Guga” é engenheiro civil tendo também formação em violão clássico. Dotado de um estilo inconfundível, costuma chamar atenção como guitarrista inventivo sem no entanto adentrar no lugar comum dos chamados “virtuoses”. Pelo contrário, sua guitarra simples e eficiente aponta para a “crueza” dos grandes guitarristas em que pesa mais o feeling do que a técnica. Sua própria presença em palco demonstra este exercício raro de sensibilidade com o instrumento. Gustavo também possui experiência em palcos da região, tendo feito parte da banda Os Piratas durante longo período. Gustavo trabalha com influências britânicas e das grandes bandas americanas em seu estilo, indo de Beatles à Radiohead, de Foo Fighters à Pearl Jam.

Ranieri Martins (“Rani”) - Bateria

O baterista Ranieri Martins é estudante de arquitetura no Rio de Janeiro. Um dos grandes bateristas de sua geração, tendo por referência a região, também inicia suas primeiras aproximações com a música ainda nos anos 1990. Músico intuitivo, dotado de uma personalidade própria com relação ao instrumento, para além do feeling “Rani” também tem forte punch. Um dos seus pontos fortes é a utilização do espaço, muitas vezes relegado ao esquecimento, da bateria sendo na verdade para Ranieri um lócus que não deixa de ser percebido por quem já o viu em suas performances. Dentre as influências destacam-se Danzig, Pearl Jam, The Cult e muitas outras bandas de rock'n'roll.


 

 

::: Resenha